Resíduo orgânico é qualquer material de origem biológica que se decompõe naturalmente. Cascas, restos de alimentos, borra de café, guardanapos sujos de gordura: tudo isso é orgânico e pode virar composto.
O problema é que a maioria das pessoas mistura o orgânico com o lixo comum. Quando isso acontece, o resíduo vai para o aterro sanitário, onde não se decompõe corretamente e gera gases de efeito estufa. A separação na fonte muda esse destino.
Você não precisa fazer nada complicado. Basta separar os resíduos orgânicos do lixo comum e colocá-los no recipiente fornecido pela BioSinergia. Não é necessário usar saco de lixo.
Para residências e condomínios, fornecemos baldinhos domésticos. Para o setor comercial, disponibilizamos bombonas de 50 litros, dimensionadas para o volume de restaurantes, padarias, mercados e hotéis.
Nossa frota de 4 carretas realiza coletas semanais em um raio de até 400 km de Bauru. Clientes comerciais e industriais têm agendamento flexível, adaptado ao horário de funcionamento do seu negócio.
Cada coleta é registrada e rastreada. Para grandes geradores, o Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR) é emitido via SIGOR-CETESB a cada retirada. Conformidade documental desde o primeiro quilo.
Os resíduos chegam à nossa usina em Bauru, onde passam por triagem e preparação para as leiras. Materiais estruturantes como palha e serragem são adicionados para equilibrar a relação carbono/nitrogênio e criar a arquitetura ideal para a decomposição.
A usina é regularmente licenciada e inspecionada pela CETESB. Toda movimentação é registrada no sistema SIGOR, garantindo rastreabilidade do peso recebido ao lote de composto gerado.
Utilizamos o Método UFSC: leiras estáticas com aeração passiva. A arquitetura da leira, com camadas de materiais estruturantes, cria condições ideais para bactérias termofílicas elevarem a temperatura acima de 55°C.
Essa temperatura elimina patógenos e acelera a decomposição de forma segura. O processo ocorre em três fases: inicial, ativa e maturação — com duração total entre 90 e 120 dias.
O resultado final do ciclo é o Composto Orgânico Classe IIA: fertilizante 100% natural, sem aditivos químicos, certificado e pronto para uso. Embalado em sacos de 3 kg, é ideal para hortas, jardins, flores e agricultura.
O composto é o fechamento do ciclo: o resíduo que sairia para o aterro volta à terra como nutriente. Cada tonelada compostada evita a emissão de gases de efeito estufa que ocorreriam no aterro sanitário.
A compostagem termofílica com aeração passiva foi desenvolvida e validada pela Universidade Federal de Santa Catarina. A chave está na montagem das leiras: camadas alternadas de resíduo úmido com materiais estruturantes secos (palha, serragem) criam uma arquitetura que permite a circulação de ar sem necessidade de reviramento mecânico.
Com oxigênio disponível e equilíbrio de carbono e nitrogênio, as bactérias termofílicas entram em ação e elevam a temperatura da pilha naturalmente acima de 55°C. Essa temperatura não é apenas um indicador de atividade biológica: é a barreira que elimina patógenos, sementes de plantas daninhas e ovos de parasitas, tornando o composto seguro para uso agrícola.
Microrganismos mesófilos iniciam a decomposição. Temperatura sobe rapidamente.
Bactérias termofílicas dominam. Patógenos eliminados. Decomposição intensa.
Macroorganismos formam húmus. Temperatura estabiliza. Composto pronto.
A alternância de camadas úmidas e secas garante aeração passiva sem necessidade de reviramento mecânico.
Não basta compostar. É preciso provar. Para grandes geradores, a documentação é obrigatória pela legislação. Para todos os clientes, é a garantia de que o resíduo teve o destino correto.
Emitido via SIGOR-CETESB a cada coleta. Registra o tipo de resíduo, o volume coletado, o responsável pela coleta e o destino. Obrigatório para grandes geradores pela Lei 7.124/2018.
Confirma que o resíduo chegou à destinação correta e foi processado. Enviado ao cliente após cada ciclo de compostagem concluído. Base para relatórios de ESG e auditorias ambientais.
Consolidação mensal de todos os MTRs e CDFs do cliente. Inclui volume total coletado, destino dos resíduos e indicadores de impacto ambiental. Utilizado em auditorias, relatórios anuais e conformidade ESG.
As dúvidas mais comuns sobre como a compostagem funciona e o que esperar de cada etapa.
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